Nota de resposta do Safego à André Júnior

  • -

Nota de resposta do Safego à André Júnior

O Sindicato dos Árbitros de Futebol do Estado de Goiás (Safego) respondeu André Júnior, da Equipe Apito Esportivo, que escreveu um texto criticando infundadamente a arbitragem goiana. Confira o texto neste link.

 

Manual de besteiras sobre a arbitragem de futebol

Este poderia ser o título de um texto recentemente publicado no site Apito Esportivo, de autoria do escritor de livros infantis, André Junior.
Tão infantis foram suas análises, que não podemos remeter a atividade exercida, pois exige grande profissionalismo e atenção à didática e ao conteúdo voltado para nossas crianças e adolescentes que são desprovidos ainda de preconceitos e más interpretações.
Também não se pode dizer que foi uma abordagem científica, apesar de metade das linhas escritas, vierem copiadas de uma suposta análise da ciência sobre decisões dos árbitros, mas com fonte inconclusiva. Tão batidos achismos, como influências de cores, gritos da torcida e altura de jogadores.
Acreditamos que o futebol e a arbitragem sejam mais complexos que isso. Não há mais espaço para o senso comum, pré-julgamentos e ofensas ao caráter e dignidade dos árbitros.
Dizer que time grande tem tratamento diferenciado, que pode haver maquiagem e favorecimentos de resultados dentro de um campeonato tornam-se acusações graves e caso o autor tenha provas é melhor apresenta-las.
Nossos árbitros não têm medo, afinal se tivessem, não exerciam por muito tempo esta carreira, com muitas exigências tanto na parte física, técnica, mental e de responsabilidade social.
Erros? Mas quem não erra? Só que na arbitragem não são maiores que os acertos, por uma questão lógica, os árbitros são muito mais cobrados e execrados, por isso talvez sejam muito mais preparados para tomar decisões do que escritores com visão retorcida e que se aventuram a opinar sobre assuntos que não dominam.
Falar sobre confiança e honestidade, ao mesmo tempo, culpar, insinuar que o árbitro é responsável por insucessos dos times e carreira dos jogadores, no mínimo é uma visão tendenciosa, superficial, limitada e distante da realidade do nosso futebol.
Incrível, como ainda perdemos tempo tentando responder textos preconceituosos e sem fundamentação, mas fazemos pelo espaço tão importante para a arbitragem e o futebol goiano.

Luciano Joka, presidente do Sindicato dos Árbitros de Futebol do Estado de Goiás.